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A História do Futuro no País do Futuro

George de Cerqueira Leite Zarur

A Universidade de Brasília acaba de lançar uma edição da obra do Padre Antônio Vieira História do Futuro, livro profético onde é previsto o aparecimento de um “Quinto Império”, no qual a reinaria a Paz na vitória da cristandade. Portugal recuperaria glórias passadas, ocupando posição central na vida política desse novo estado mundial.

A organização dessa obra essencial para a compreensão da nossa identidade em suas raízes lusas é uma notável contribuição do Padre e Professor José Carlos Brandi Aleixo. Que se registre o reconhecimento dos estudiosos da cultura brasileira ao Padre Aleixo que, honrando as tradições da Companhia de Jesus, organizou esta obra prima do imaginário político universal.

A publicação foi de iniciativado Laboratório de Estudos do Futuro da Universidade de Brasília, sob a direção do Professor Manuel Marcos Maciel Formiga. Além dos textos do próprio Vieira, o volume ainda inclui o prefácio do Reitor da UNB, Professor Lauro Morhy; uma apresentação e uma introdução geral à obra de Vieira intitulada Pe.Antônio Vieira: traços marcantes da vida e da obra, ambas de autoria do organizador, Padre José Carlos Brandi Aleixo; uma Introdução à História do Futuro, da professora Andréia Costa Tavares; um conjunto de painéis sobre Vieira, e um Elucidário de Palavras, Expressões, Conceitos e Notas Para Melhor Leitura da História do Futuro, de autoria do Professor João Ferreira.

Os textos de Vieira reunidos sob o título de “História do Futuro” são os livros anteprimeiro, os livros primeiro e segundo; o plano da obra, que muitos consideram seria o da sua Clavis Prophetarum - uma versão ampliada, em latim, da História do Futuro; além do “Índice das cousas mais dignas de ponderação que se acham neste livro”.

O trabalho do Padre José Carlos Brandi Aleixo, Pe.Antônio Vieira: traços marcantes da vida e da obra demonstra que os jesuítas atuais herdaram a criatividade dos antigos membros de sua Ordem. O texto de Aleixo inventa uma maneira de apresentar a vida e a obra de Vieira, muito mais interessante de se ler e, especialmente, de se ouvir, que escapa às formas acadêmicas convencionais. É uma apresentação teatral, em que as palavras do expositor são intercaladas com as de dois leitores que recitam breves textos de Vieira. São incluídos excertos dos Sermões relativos a: A Arte de Pregar, A Defesa do Brasil, Denúncia de Corrupção, Judeus e Cristãos Novos, Apologia de Portugal, Índios, Padecimento e Expulsão dos Missionários Jesuítas em Conseqüência De Sua Defesa dos Índios, Escravos Africanos, Austeridade de Vieira. Todos os temas muito atuais!

A bem elaborada Introdução à História do Futuro, de autoria da professora Andréia Costa Tavares, abre-se enfatizando a originalidade da obra, como fez o próprio Vieira, pois o futuro como história era, até então, algo novo na lista dos conhecimentos humanos. A Professora Andréia analisa os principais aspectos históricos, culturais e literários que considera relevantes para a análise da obra que introduz.

Vieira brilha logo no título ”História do Futuro”, desafiador pela contradição contida em seus termos. A elegância e a beleza da sua linguagem lhe valeram, de Fernando Pessoa, o justo título de “Imperador da Língua Portuguesa”. A História do Futuro encanta, também, pela inteligência, argúcia e lógica do argumento. Suas profecias constróem uma notável alegoria barroca realizada com a nobre intenção política de reacender “a esperança de Portugal”.

A História do Futuro é uma obra erudita, que reúne uma parcela impressionante do volume de conhecimento existente na época em que foi elaborada. São usadas informações extraídas das profecias bíblicas, da história da Antigüidade, da história portuguesa, e da mitologia greco-romana. Vieira situa-se em relação a Portugal, como um clássico profeta bíblico, caso de Isaías, portador de mensagens de esperança ao povo judeu. É, porém, um tipo especial de profeta, pois prevê o futuro, ao contrário dos que o antecederam, sem ouvi-lo diretamente da boca de Deus. Profetiza usando como fonte a palavra de Deus revelada aos profetas nas Sagradas Escrituras ou profetas populares “modernos”.

Das 349 páginas que compõe o texto da História do Futuro, propriamente dita, a maior parte, 225 páginas integram o Livro Anteprimeiro: “Prolegômenos a toda a História do Futuro, em que se declara o fim e se provam os fundamentos dela” As demais referem-se aos livros Primeiro e Segundo. A História do Futuro ficou, portanto, inacabada, apenas inicia o plano traçado. Ao que parece, o texto relacionado da Clavis Prophetarum é mais completo.

O subtítulo do Livro Anteprimeiro, “onde se declara o fim e se provam os fundamentos” exprime a perfeição “acadêmica” da obra. Traduz-se pelo que, hoje, em qualquer tese em nossas universidades, chamaríamos de “objetivos e metodologia”. A primeira parte do Livro Anteprimeiro diz respeito à “Matéria, Verdade e Utilidades da História do Futuro” – antes as teses acadêmicas de hoje enfrentassem tais discussões preliminares com o mesmo rigor!

O primeiro capítulo dos prolegômenos aborda as relações da profecia com a história, questão epistemológica básica para todo o desenvolvimento da obra; o segundo relaciona-se às esperanças de Portugal. No terceiro traça o plano de obra, dividida em sete partes ou livros: 1- Há de haver no mundo um novo Império;2 – que império há de ser; 3- suas grandezas e felicidades; 4- os meios por se há de introduzir; 5- em que terra; 6 – em que tempo; 7 – em que pessoa. Também, neste terceiro capítulo se explicita que o novo império, o Quinto, será de âmbito mundial.

Do capítulo Quarto ao Oitavo são explicitadas as “Utilidades da História do Futuro”: 1ª utilidade, Deus revela aos homens as coisas futuras para que saibam que elas “vêm dispensadas por sua mão”; 2ª , mostrar que é necessária a "paciência, constância e consolação nos trabalhos perigos e calamidades”, que se atravessa o sofrimento para se chegar à felicidade; 3ª. animar os “príncipes da Cristandade”, devido à informação sobre “as vitórias, os triunfos, os reinos, as coroas e o domínio e sujeição de nações tantas e tão dilatadas”, que lhes são prometidos; 4º, avisar ao inimigos, “muito a meu pesar”, os espanhóis, para que não enfrentem Portugal.

Os capítulos seguintes do “Livro Anteprimeiro” (do 9ª ao 12º) são sobre profecia, com ampla referência a profetas bíblicos e populares, à história e à doutrina da Igreja. O capítulo Nono discorre sobre a relação entre verdade e profecia; o décimo tem como subtítulo “mostra-se que o melhor comentador das profecias é o tempo”; o Décimo Primeiro defende que coisas novas não são necessariamente inverídicas; o Décimo Segundo defende o uso de “escritores modernos”, explicando-se por que não se utilizou dos argumentos dos Padres da Igreja. É possível que esses dois últimos longos capítulos tenham sido escritos como defesa prévia contra a inquisição, que Vieira, mais tarde, enfrentaria.

Ao Livro Anteprimeiro, foram adicionados, apenas, dois sucintos novos livros (Primeiro e Segundo), quando o Plano previa a publicação de mais sete.

O Livro Primeiro desenvolve o argumento principal da obra: o de que há quatro impérios em sucessão na história, aos quais se sucederá um quinto, eterno, feliz e final, dos cristãos.

A primeira profecia de Daniel é a base do argumento de Vieira. Nabuconosor, imperador dos Assírios, durante o jugo hebreu na Babilônia, teve um sonho do qual se esquecera, mas que o tinha impressionado. Chamou os magos locais que não conseguiram revelá-lo, não dispondo, portanto, das condições para interpretá-lo e prever o futuro (o que lhes custou a vida). Chamou o hebreu Daniel, que o descreveu: o rei havia sonhado com uma estátua de grandes dimensões, com cabeça de ouro, peito e braços de prata, ventre de bronze, joelhos de ferro e pés de barro. Uma pedra, sem qualquer mão que a empurrasse quebra os pés da estátua, que cai, desfazendo-se em pó todos os seus membros. A Pedra, no entanto cresce e ocupa toda a terra.

Daniel interpretou o sonho do rei, como um aviso do fim do império assírio, e sua sucessão por outros três impérios. A cabeça de Ouro representaria o império assírio. Embora Daniel não identifique os impérios seguintes, esta empresa cabe à Vieira. O peito de Prata seria o império Persa; o ventre de Bronze, o Grego; e os joelhos e o pé de ferro e barro, o Romano. As duas pernas representariam os impérios romanos do Ocidente e do Oriente. Já os dez dedos dos pés, dez estados europeus em que teria se dividido o Império Romano, na Europa do Século XVII. Este último império considera ainda vivo na Europa desse tempo, devido à continuidade cultural de todos os estados frente a Roma e ao título de Carlos Magno, de Imperador do “Sacro Império Romano Germânico”, herdado pelos monarcas alemães.

O império romano do século XVII estaria em dissolução, como todos os demais, o que acabaria, de vez, por derrubar a estátua e transforma-la em pó. Seria, porém, brevemente substituído por uma cristandade una simbolizada pela pedra do sonho real, que abarcaria toda a terra. Diversas outras passagens proféticas da Bíblia são usadas em apoio a esta interpretação.

O livro segundo apoia-se na mesma profecia e em várias outras para provar que o Quinto Império seria o dos cristãos. Afirma a temporalidade e a espiritualidade concomitantes do novo mundo que surgiria. Neste ponto há uma implícita, porém, evidente, defesa do poder temporal do papado.

Não se pode falar sobre a obra do Padre Antônio Vieira sem que se considere sua identidade jesuítica. Sua maneira de ver o mundo é a da Companhia de Jesus e a de Santo Inácio de Loyola, fundador da Ordem. Santo Inácio criou os Exercícios Espirituais, um conjunto de procedimentos místicos que compara às práticas que buscam ao desenvolvimento físico ou intelectual. Um método para, passo a passo, primeiro, chegar-se a uma reflexão sobre a essência da Divindade e, ainda, para, na frente, atingir-se pela via da imaginação, uma experiência vivida da história sagrada, através do que Inácio denomina “contemplação”.

A espiritualidade inaciana constrói-se pelo “livrar-se das afeições desordenadas” e depois, por esta forma única de “contemplação”, um mergulho místico na imaginação criativa do exercitante, que elabora imagens mentais, como se estivesse conversando, acompanhando e vivendo com Deus, em sua versão paterna majestática (conforme o imaginário do Nobre Inácio do século XVI) e com Cristo e os que O cercavam. Assim, o exercitante apresenta sua homenagem à majestade divina e conversa e se solidariza com Cristo e com sua família e amigos, como se estivesse presente, nos diversos acontecimentos que vão de Seu nascimento à Sua morte. Trata-se de um método único, uma espécie de versão cristã da “viagem” mental encontrada em outras religiões, caso dos pajés indígenas, que “saem”, em sonho, de seu corpo e visitam os seres que povoam seu mundo religioso.

A amizade com Nosso Senhor, cultivada nos Exercícios Espirituais, permite que lhes sejam ditas certas coisas. Só um Jesuíta teria a liberdade de escrever O Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal Contras as de Holanda, de 1640, no momento em que os protestantes holandeses estavam prestes a tomar a cidade de Salvador. Vieira chama aos brios ninguém menos do que Jesus Cristo, com a familiaridade de um amigo íntimo, devido à Sua inação diante dos agravos à Senhora Sua Santa Mãe.

Prevê Vieira que entrando os protestantes hereges nas igrejas da Bahia quebrarão as imagens de Cristo e da Virgem Maria: “... Não me admiro tanto, Senhor, de que haveis de consentir semelhantes agravos e afrontas nas Vossas imagens, pois já as permitistes em Vosso Sacratíssimo corpo; mas na da Virgem Maria, nas de Vossa Santíssima Mãe, não sei como isso pode estar com a piedade e amor de filho. No Monte Calvário esteve esta Senhora ao pé da Cruz, e com serem aqueles algozes tão descorteses e cruéis, nenhum se atreveu a Lhe tocar nem a Lhe perder o respeito.”

A contemplação, na forma muito original dos “Exercícios”, pode transformar o jesuíta em uma pessoa muito especial. Alguém que procura se desvincular de uma série de laços e vínculos sociais, políticos e afetivos para, a partir de uma intensa amizade e profunda intimidade com Deus, agir na construção de outros laços sociais, políticos e afetivos.

Cervantes e o próprio Don Quixote são contemporâneos renascentistas de Santo Inácio, também comprometidos com um ilimitado sentido de justiça e situando-se como instrumentos para sua realização. Traços que vão do desprendimento pessoal ao compromisso social, fazem-se presentes tanto nos membros da Ordem que participaram da expansão colonial do Ocidente, a partir do século XVI, como em muitos dos jesuítas de hoje, especialmente, após o Concílio do Vaticano II. Explicam a defesa que faz Vieira dos povos perseguidos - índios, negros e judeus. Ajudam a compreender a motivação dos jesuítas na implantação das sociedades igualitárias dos “Sete Povos das Missões” ou sua participação nas comunidades eclesiais de base dos dias que correm. Explicam, também, as dificuldades de Vieira expulso do Maranhão e perseguido pela inquisição no século XVI, assim como a expulsão da Ordem de Portugal, em 1759, e em seguida, de outros países europeus. O Papa Clemente XIV dissolveu-a no ano de 1773 em todo o mundo, com exceção da Prússia e da Rússia Branca. Em 1814 o Papa Pio VII restaurou-a, quando foi sentida, de novo, a necessidade de uma militância agressiva católica, como a da contra-reforma, no passado, mas, agora, em reação ao laicismo estatal originário da revolução francesa.

A Igreja conta com os “soldados de Cristo” para suas grandes batalhas mas, na paz, freqüentemente, não sabe o que fazer com o seu ativismo. Tal maneira de ser ajuda a compreender situações enfrentadas pela Companhia de Jesus no ambiente conservador da Igreja no papado de João Paulo II. Contribui para se entender o papel da disciplina na organização da Companhia de Jesus, mecanismo para ordenar o ativismo inerente à sua espiritualidade. Ao contrário do Quixote original, muitos jesuítas são formidavelmente equipados - com as armas do intelecto - para a luta. É de doze anos, em média, a formação de um jesuíta. Quem quiser conhecer melhor o imaginário jesuítico no ambiente brasileiro do século XVII, nada melhor que o excelente livro Luiz Felipe Baeta Neves, “Os Soldados de Cristo na Terra dos Papagaios”.

Vieira é, portanto, um paradigma da melhor identidade jesuíta, pelo brilho de sua cultivada inteligência e erudição e pela defesa, sem tréguas, dos desprotegidos e de outras nobres causas, nos planos da ética, da política e da religião.

Há um segundo aspecto a ser considerado na obra de Vieira: a construção da identidade lusitana, mais tarde, central à identidade nacional brasileira. Desde a reconquista, a história política de Portugal é narrada como história sagrada. É algo que vai muito além do Direito Divino dos Reis que, posteriormente, na França, justificaria a situação de indivíduos e famílias em posições de poder absoluto. Em Portugal é o próprio estado nacional que se faz sagrado como organismo político, em missão de propagação da fé cristã, combate aos mouros e a hereges diversos. Mandato semelhante teriam, por algum tempo, os monarcas espanhóis, mas sem a unidade cultural e o consenso político do reino português, que tornaram permanente esta característica, ao longo dos séculos. Situação parecida com a portuguesa na Europa, talvez pudesse ser encontrada, somente, na sacralização do estado e da nação, no outro extremo do continente, a “Mãe Rússia” do povo descrito por Tolstoy. Os “ícones sagrados” (como demonstra Hobsbawn, em seu estudo dos estados nacionais) marcavam a diferença da Rússia para outros países europeus.

Desde que Portugal perdeu a breve posição de potência mundial, seu povo e sua elite persistem construindo sua identidade pela via do saudosismo, pelo retorno, no imaginário, à situação anterior de centro do mundo. No século XX, Fernando Pessoa é a mais ilustre expressão dessa saudade da glória. O sebastianismo, expressão maior da auto-representação lusa sobrevive, hoje, no pensamento popular brasileiro, em bolsões isolados do Nordeste e da Amazônia.

Se a crença em D.Sebastião ainda subsiste, o messianismo está na centro da identidade política brasileira. Messianismo que sonha com a construção de sociedades sagradas, justas e igualitárias, onde serão extintas as “diferenças de raça, classe ou religião”. Dele nasce a utopia brasileira, que descrevi em recente livro sobre nossa cultura política e identidade nacional. Utopia que, pelas armas, levou a centenas de revoltas populares messiânicas - como as descritas por Maria Isaura Pereira de Queiroz – por todo o Brasil, com o intuito de se instaurar uma nova ordem, onde se viveria o império da justiça e da fé. Utopia que levou a elite brasileira, bebendo da mesma fonte que seu povo, a formular e executar um projeto de nação que, atravessando séculos, manteve o País unido e, por mais de setenta anos, apresentando a maior taxa de crescimento econômico do mundo. Na interpretação da elite, a idéia de justiça ficava submetida à de grandeza nacional. Houve, entretanto, momentos de convergência dessas duas visões do destino nacional, a do povo e da elite, como na construção de Brasília, instante em que o discurso simbólico uniu grandeza e justiça.

Vieira na História do Futuro constrói o messianismo político luso prevendo o novo e glorioso estado nacional sagrado, idéia, posteriormente, transferida para o Brasil. O messianismo da versão religiosa de Vieira é reapresentado na forma laica, “científica”, do século XX, por autores como Euclides da Cunha, Gilberto Freyre e Darcy Ribeiro. Seus livros procuram demonstrar, a partir da caracterização antropológica do povo brasileiro, o advento de um futuro de glória e justiça. Em Euclides, a idéia de uma nova raça brasileira mestiça, que poderia construir uma grande nação; em Gilberto Freyre, uma nova civilização mestiça , herdeira de Portugal, adaptada aos trópicos; Darcy considera o Brasil, agora de brancos, índios e negros, o sucessor da velha Roma Imperial. Como fez Vieira para Portugal, Euclides, Freyre e Darcy sacralizam a nação brasileira. Como fez Vieira para Portugal, procuraram ressuscitar as esperanças nacionais brasileiras. Recentemente, procurei resgatar este tipo de análise antropológica plena de intenção política em meu livro “A Utopia Brasileira”, abertamente dirigida a construir a esperança nesta fase lamentável de nossa história.

A História do Futuro conduz o leitor brasileiro a mundos, na aparência, distantes, mas, de fato, muito próximos de nossa maneira de sentir e imaginar o nosso destino nacional. Que a publicação de obras como esta contribua para que o Brasil reencontre o caminho da sua perdida utopia!

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